quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

“BUTECO” DO DRINK ABRE OS TRABALHOS NESTA SEXTA

O Drink Café Humaitá inaugura, nesta sexta-feira, 11 de dezembro, o “Buteco do Drink”, a partir das 16h. No espaço, o cliente vai poder usufruir do melhor da tradicional gastronomia dos botequins cariocas, com a companhia da mais gelada cerveja de garrafa, seja ela Original, Skol ou Itaipava. O espaço tem um lounge especial para o encontro com os amigos, em uma área decorada no melhor estilo “Pé Limpo”.
Além dos petiscos e comidas, o “Buteco do Drink” traz nos drinks uma homenagem ao samba, fazendo referência aos velhos mestres e compositores da nova geração, passeando de Jacob do Bandolin e Zé Keti a Toninho Gerais e Wanderley Monteiro.
Brincando com as dissonâncias da língua portuguesa desde o nome, “buteco”, passeando pelo gerundismo na indicação dos pratos e petiscos, até chegar aos poetas do samba, o Buteco do Drink” tem na variedade e qualidade os seus pontos diferenciais para a tendência “Pé limpo” que agrada tanto os moradores do Rio de Janeiro e seus visitantes.

DRINK CAFÉ HUMAITÁ
Rua General Dionísio, 11 – Humaitá
Reservas: 2527 2697

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SAMBA ZÉ SAMBA NO SALSA E CEBOLINHA

SAMBA ZÉ SAMBA NO SALSA E CEBOLINHA

O grupo Samba Zé Samba é a atração desta quinta-feira no Salsa de Cebolinha. O show começa às 20h, com couvert a R$ 6,00.

O Samba Zé Samba, formado por Nadai(voz), André Muato(violão 08 cordas), Vinícius(bandolim), Wagner Fonseca(cavaco), Luis Carlos(pandeiro) e Pelé(surdo), tem no repertório músicas inéditas e de compositores como Nelson Cavaquinho, Cartola, Wilson Moreira, Nei Lopes, Wanderley Monteiro, Adilson Bispo, Zé Roberto, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Zé Ketti, Jackson do Pandeiro, Jovelina Pérola Negra, entre outros. O chorinho também está no repertório do grupo que mescla músicos já conhecidos nas rodas do Rio, com novos talentos que fazem parte da nova geração do samba.

O Salsa e Cebolinha fica na Rua Gomes Freire, 517, na Lapa.

Serviço:

Samba Zé Samba no Salsa e Cebolinha

Dia : quinta-feira - 19/11
Horário: 20h
Local: Salsa e Cebolinha
Couvert: R$ 6,00
Endereço: Rua Gomes Freire 517.
Reservas: 22523672

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O REAL E O DIVINO

Hoje, vi o pior e o melhor do ser humano. Pela manhã, depois da básica caminhada matinal no Aterro do Flamengo, tive que intervir em uma situação onde um gringo estava sendo assaltado por quatro pivetes na Lapa. Garotada drogada, cheirada mesmo. Uma pena. A degradação do ser. Apesar da raiva momentânea e umas pernadas e socos, sei que a culpa não é deles. É nossa. Bem. Agora vamos falar de coisas boas. Fui à praia do Flamengo á noite fazer uma mandinga com duas amigas. Sabe como é: 09/09/09 tem algo com Iemanjá. Fui levar uma flor para mãe das águas. Discutíamos sobre os nossos pequenos problemas, quando pisamos na areia da praia. Eita coisa boa. O tempo perfeito. Pois é. Lá chegamos e vimos um garoto, tetraplégico, de uns 14 anos,em sua cadeira, observando uma mulher, linda, e uma criança, que parecia ser seu filho, com uns três anos, curtindo o mar noturno. Detalhe. Já estávamos na areia, próximo ao mar. Agora pergunto. Quem levaria a cadeira de rodas por toda a extensão da faixa de areia para ficar próxima ao mar? A maioria já estaria satisfeita de levar aquele ser especial para uma volta no calçadão. Mas esse não era o limite. Aquela beldade, sob nossos olhares curiosos e inebriados com o amor ali explícito, simplesmente pegou o garoto no colo, tirou-o da cadeira, sustentou-o em pé e fez com que ele andasse até o mar, emprestando suas perna fortes e delineadas, contrastando com a fragilidade daquele anjo. Não era um ato forçado, pensado, era simplesmente espontâneo. O rodar em círculos com o amigo no colo, um beijo fraternal, a alegria de ambos foi algo que me fez sentir tão pequeno. Na realidade eram dois anjos, um servindo ao outro, um dando alegria ao outro. Pena que esse tipo de momento é tão raro. Fiquei meio tímido de saber mais detalhes. Mas amanhã, estarei lá no mesmo horário para aprender mais um pouco sobre esse amor livre, sem o querer nada em troca. Conto as novidades.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Funk na ALERJ

Há algum tempo atrás, ou melhor, no século passado, o samba, hoje respeitado, como merece, diga-se de passagem, era tido como música de vagabundo, bandido, vadio. Hoje, a ALERJ está discutindo sobre a possibilidade do Funk virar movimento cultural. O Funk tão discriminado, estigmatizado pelos proibidões e pelas letras de baixo calão. Mas vamos continuar no paralelo com o samba. Me sinto á vontade, já que sou sambista(não pagodeiro, por favor. Nada contra, mas nada a favor), de pegar letras de Bezerra da Silva, o chamado sambandido, com ironia, tratando a hipocrisia da sociedade de forma popular. No funk, realmente, algumas letras não me agradam, nem a eguinha pocotó, nem o balançar da lacraia, mas o querer ser feliz na comunidade, a exaltação ao centenário do Flamengo, as duas aranhas de Raul Seixas na versão batidão e por aí vai, o que dizer? Na adolescência, sempre freqüentei os bailes nas comunidades, sem nunca ter experimentado drogas, mas exposto às armas dos traficantes, que nunca me ameaçaram. Não é apologia. Como jornalista, estou apenas reportando os fatos. A violência é inerente ao funk, ao hip hop, ao rock ou qualquer outro movimento de cunho popular, que reúne multidões, onde a totalidade é reflexo apenas do que a sociedade produz. Hoje, não digo que frequento(e vou sofrendo porque meu computador ainda bota trema, mas eu tiro e ele coloca. Melhor tomar cuidado senão botam o batidão e a última frase vira refrão), mas quando rola “o som de preto, de favelado,” não consigo ficar parado. A idade já não permite determinadas estripulias, mas arranho uns passinhos das antigas. E o funk subiu, literalmente, o morro, só que o da Urca. Pela Jovem Pan e Paradiso FM, pude constatar o efeito que o som das favelas exerce sobre as classes mais abastadas, que não tem a sensualidade das mulheres do gueto - e que sensualidade. Para quem gosta, a mulherada requebrando e rebolando até o chão é coisa de louco. Gosto muito - mas que tentam se aproximar. Sinceramente, nem sei se a decisão dos nossos políticos vai alterar algo, mas se acabar com a repressão da lei de algum desavisado já está valendo. Mas o funk já é movimento cultural, com letras boas ou ruins, como a MPB e outros gêneros musicais. Ou você nunca ouviu “cagar é bom”? Mas o importante é ver os funkeiros lutando pelos seus direitos, mostrando organização e buscando sair da marginalização.

terça-feira, 28 de julho de 2009


Hoje, decidi fazer um programa saudável, fazer uma caminhada até o Cristo Redentor. Peguei o Silvestre, na Lapa, saltei no ponto final e comecei a minha manhã saudável, ao lado de minha amiga Sandra. Caminhada árdua. Subida é sempre complicado, mas fomos em frente, tendo como estímulo o visual, o contato com o meio ambiente, enfim, chegar a uma das sete maravilhas do mundo contemporâneo. Depois de todo esse esforço, chegando ao almejado local, qual não foi a minha surpresa ao ser informado de que não poderia passar a roleta de acesso, porque não tinha o ingresso para a entrada. Bem, pensei, dependendo do preço é justo. Afinal de contas, nosso monumento, patrimônio da humanidade, merece ser preservado, tem a manutenção, os funcionários, a exploração ao turismo... Tudo bem, eu pago. Quanto é para subir as escadas para o Cristo? R$ 13,00. Tudo bem! Me dá dois ingressos. Não pode. Tem que descer e comprar com pessoal que faz o transporte de van. Espera um pouco. Quer dizer que eu não posso fazer uma caminhada a um patrimônio, sem colaborar com a máfia formada. Não tenho a opção de caminhar? Então, o cidadão carioca e o turista são obrigados a usar um serviço que não quer quando o destino é apenas vislumbrar a vista da nossa cidade, sob os braços do Redentor. Sinceramente, acho isso muito errado. Até porque, a população das comunidades nas cercanias também não poderá chegar perto do nosso ponto mais famoso, já que 13 reais por pessoa fica fora da realidade do trabalhador assalariado, contando que o mesmo não vai querer ir sozinho, ou mesmo que o fosse. Acho que isso tem que ser revisto.